Part of me doesn’t like it when everything works. I don’t think anybody likes it when everything works. When I was 25, I never wanted anything to work, I knew that those were the years I was supposed to be fighting it out. And to expect your whole life to be at a place where you’re going to fight it out, and then you later on realize that now you don’t have to anymore.
- John Mayer .
(Source: igotdreamstoremember)
“Existem pesquisas comprovando que a gente conhece as pessoas que realmente vão fazer diferença na nossa vida, vão ser nossos amigos, nossos cônjuges, que realmente vão fazer a diferença na vida, 99% delas após os nossos 25 anos. Você conhece 1% dos seus amigos! Você conheceu 1% da sua família!”
Não se desespere aos 22, menina. Ainda tem muita coisa boa por vir!
Sentada no chão da sala, com as costas apoiada na lateral do sofá e os pés sobre o parapeito baixo da janela que ocupava quase toda a parede, Isabella brincava com a pequena rottweiler de pouco menos de dois meses. Enquanto olhava os pequenos flocos gorduchos de neve caírem coordenadamente do lado de fora do apartamento, e consequentemente redecorarem a cidade de branco, sentia os pequenos dentinhos afiados lhe roçarem os dedos em leves mordiscadas. Esboçava um sorriso, e olhou a pequena Nina quando a ouviu bocejar, colocando-a no chão em seguida e a guiando com os olhos até que ela chegasse à pequena casinha acolchoada que havia comprado para a mesma.
Abraçou o próprio corpo, deslizando as mãos pelos braços. Se sentia sozinha e de fato estava. Sozinha, em um lugar que não era sua casa, longe de todos que ela conhecia, sentindo o coração endurecer e esfriar como a vida nova-iorquina. Ela sabia que podia enfrentar o mundo, todo o mundo, quando e como quisesse. Tinha força pra isso, sempre teve. Ela só não queria endurecer com o mundo também, não queria se perder, e inevitavelmente era isso que ela sentia que estava acontecendo… no fundo, torcia pra que conseguisse passar por isso sem se desvencilhar, tocia pra que encontrasse forças pra se manter. Sozinha ou não.
(38 dias)
Hoje me permiti ir matar as saudades logo cedo. É tão estranho mudar a minha rotina assim que sinto falta das particularidades comuns do meu dia-a-dia, o trânsito, a movimentação na rua, o nascer do sol… Me faz mais falta ainda as vozes familiares, as pessoas com pressa, o cheiro de maravalha molhada e de DMSO.
Sabe, a rua da faculdade está com as árvores crescidinhas já. Aqueles galhos franzinos, meio secos, com meia dúzia de folhas à balançar com o movimento dos carros agora realmente estão parecendo projetos de árvores. Vai ter sombra pro próximo verão! E as tais das faixas amarelas na rua, que causavam tanto problema para o desembarque de quem vinha do metrô, finalmente foram pintadas. Agora ninguém pode dizer que não há faixa limitando o embarque e desembarque ali. A entrada tinha só meia porta aberta, e as catracas estavam todas (estranhamente) funcionando.
Os corredores ainda estão vazios, as escadas-rolantes desligadas, e alguns elevadores em manutenção. O Rock Café de dentro aparentemente não está mais lá, e no primeiro andar estavam limpando a parte dos laboratórios, todas as cadeiras estavam pra fora…
A secretaria estava vazia, ainda assim estava uma bagunça, cheia de arquivos e papéis encima do balcão. As salinhas da coordenação estavam com as luzes apagadas, portas abertas, e pela primeira vez eu não vi movimento algum no corredor da sala dos professores.
Não precisei pegar fila pra tirar o meu histórico, nem para ir à central do aluno. Quando, em normalidade, isso iria acontecer?!
É tão estranho ver tudo aquilo ali sem movimento, sem correria, sem vida… ainda assim, foi tão bom estar lá mais uma vez.
Quero voltar por definitivo…

